Sarayu Home aposta em baixa densidade, biofilia e construção industrializada em terreno de 4 mil m² na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú
Em um mercado acostumado a medir o alto padrão por metros quadrados, altura e grandes estruturas de lazer, um conceito diferente de luxo começa a ganhar espaço na Praia do Estaleiro: silêncio, privacidade, tempo e contato direto com a natureza. É a partir dessa premissa que a AG Santé Empreendimentos prepara seu primeiro projeto em uma das praias agrestes mais concorridas de Balneário Camboriú.
Com VGV estimado em R$ 100 milhões, o Sarayu Home será implantado em um terreno de aproximadamente 4 mil m² e terá apenas 33 residências. Essa baixa densidade é uma das bases do projeto, que busca uma relação direta entre arquitetura, paisagem e bem-estar, preservando características que diferenciam o Estaleiro do cenário verticalizado da região central da cidade.
Arthur Freitas Rasmussen, CEO da AG Santé Empreendimentos, resume o conceito afirmando que o verdadeiro luxo está cada vez mais relacionado a privacidade, silêncio, natureza, tempo, bem-estar e experiências com significado.
Arquitetura pensada para dialogar com o entorno
Distribuídas entre as torres Ruah, Hagios e Éden, as residências terão aproximadamente 100 m², além de coberturas duplex de cerca de 200 m², algumas com piscina privativa. O projeto aproveita a topografia natural do terreno para criar diferentes configurações de planta, evitando repetição e ampliando a integração entre ambientes internos e externos.
A assinatura arquitetônica é do arquiteto Helvys Zermiani, do escritório Zermiani Schafer Arquitetura e Consultoria, que partiu da premissa de que construir no Estaleiro exige um projeto capaz de dialogar com o entorno. Em vez de competir com a paisagem, volumes, materiais, transparências, vegetação e luz natural foram trabalhados para aproximar o ambiente construído da Mata Atlântica, do céu e da água, tratando o paisagismo como parte da própria arquitetura, e não apenas como elemento decorativo.
Essa lógica também orienta os espaços compartilhados: piscina externa com borda infinita voltada para área preservada de Mata Atlântica, piscina aquecida, sauna, bistrô, salão de festas, lavanderia, minimercado e ambientes de convivência, concebidos como extensões das próprias residências. Espaços como a Praça dos Sentidos e o Bar das Sensações reforçam esse caráter sensorial do projeto.
Biofilia como conceito central
A biofilia ocupa lugar central na concepção do Sarayu Home. Mais do que incorporar vegetação aos ambientes, o conceito aparece na iluminação natural, nas aberturas, nas perspectivas para o exterior, na presença da água, nas texturas e materiais, e na criação de áreas de contemplação.
A proposta é permitir experiências diferentes ao longo do dia, acompanhando as mudanças de luz e mantendo contato visual constante com a vegetação e os elementos naturais da região. Segundo Arthur, não faria sentido levar para a Praia do Estaleiro uma arquitetura que não dialogasse com aquele ambiente; a intenção foi criar algo que se integrasse à natureza e permitisse às pessoas se sentirem parte daquele ecossistema.
Construção industrializada e foco em sustentabilidade
O Sarayu prevê estrutura pré-moldada e sistemas industrializados de fechamento, substituindo parte significativa dos processos convencionais executados no canteiro. Essa industrialização permite maior precisão na execução, mais controle sobre materiais e componentes, além de reduzir perdas e resíduos. O projeto também considera desempenho térmico e acústico, durabilidade, impermeabilização, manutenção e qualidade dos acabamentos.
A proposta da incorporadora é operar com um canteiro de baixíssima geração de resíduos, reduzindo o uso de madeira durante a obra. Placas cimentícias com grafeno, com tecnologia da Graforce, vão substituir os tijolos e blocos de concreto tradicionais, agregando durabilidade, resistência e segurança.
Segundo Arthur, o Sarayu será o primeiro empreendimento residencial da região com estrutura pré-moldada, desenvolvida em parceria com a Giacomossi Estruturas Pré-Fabricadas, de Tijucas.
Para o CEO da AG Santé, sustentabilidade precisa começar na construção e se estender por toda a vida útil do edifício. Ele destaca um aspecto pouco discutido do tema: construir para durar, um edifício que envelhece bem e exige menos intervenções ao longo do tempo também é uma forma relevante de sustentabilidade.
Esse conceito se estende à operação do empreendimento, que prevê reúso de águas cinzas, fachada verde, telhado verde, racionalização do consumo de água, eficiência energética e iluminação eficiente, além de equipamentos e materiais especificados com foco em desempenho e durabilidade. A AG Santé também pretende buscar certificação LEED para o projeto, que já atende às exigências de sustentabilidade e manejo previstas no novo Plano Diretor para a localidade do Estaleiro.
O nome Sarayu foi escolhido justamente para traduzir essa busca por tranquilidade e conexão. Para a incorporadora, o projeto vai além dos atributos tradicionais do alto padrão e propõe outra escala de valor: espaço para contemplar, privacidade para desacelerar e uma relação cotidiana com a natureza. Nas palavras de Arthur, a intenção não é construir simplesmente um lugar para morar, mas um lugar para viver o inesquecível.
Projetos que redefinem o conceito de luxo, trocando escala por experiência, costumam atrair um comprador diferente, mais seletivo e disposto a pagar por exclusividade real.