Azimut investe R$ 120 milhões no único estaleiro da marca fora da Itália e mira R$ 1 bilhão em receita
Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, está subindo de patamar na náutica de luxo. A Azimut, líder mundial na fabricação de iates, investe R$ 120 milhões em sua unidade na cidade, o único estaleiro da marca fora da Itália, para produzir o Grande 30 Metri, megaiate que deve se tornar o maior já construído no Brasil.
Uma mansão flutuante feita em Santa Catarina
O Grande 30 Metri tem mais de 300 m² de área útil e valor estimado em mais de R$ 90 milhões. É a primeira unidade desse modelo produzida no Brasil, com conclusão prevista até 2028. Diferentemente de boa parte da indústria náutica, a produção será feita integralmente na fábrica brasileira, incluindo modelagem e laminação.
O aporte de R$ 120 milhões, previsto para os próximos dois anos, faz parte do plano de expansão da empresa no país.
A meta é chegar a R$ 1 bilhão
Carlo Alberto Sisto, CEO da Azimut Yachts no Brasil, projeta chegar a R$ 1 bilhão em receita, contra R$ 700 milhões em 2025, um crescimento de cerca de 43%. Segundo ele, o foco da expansão é subir o nível do produto, e não ampliar o volume produzido, e o caminho passa por padronizar produto e processo. Cerca de 15% da produção da unidade brasileira é destinada ao mercado externo, principalmente à América Latina.
Itajaí, capital da náutica catarinense
Itajaí é oficialmente a Capital Catarinense da Construção Naval e do Turismo Náutico, título estabelecido pela Lei Estadual nº 17.587. A cidade teve o segundo maior PIB do estado em 2025, R$ 48,2 bilhões, atrás de Joinville, que registrou R$ 49,8 bilhões.
A expansão da Azimut acompanha outros investimentos na cidade. No centro, a incorporadora ABecker e a Marina Itajaí constroem o Boulevard Marina Itajaí, o primeiro shopping anexo a uma marina do Brasil. São R$ 100 milhões em investimento, com hotel cinco estrelas, supermercado premium e integração ao polo náutico.
O setor náutico movimenta mais de 150 mil empregos diretos e indiretos no país, e o efeito se espalha por uma cadeia que inclui marceneiros, eletricistas e técnicos que trabalham nos bastidores de cada embarcação.
O que isso significa para quem investe no litoral norte
Para o mercado imobiliário, o efeito tende a ser indireto, mas relevante. Uma cadeia náutica forte reforça o perfil de quem escolhe o litoral norte catarinense para viver e investir: um comprador de alto padrão, ligado ao mar e que valoriza a infraestrutura de lazer e serviços ao redor. É um movimento que dialoga com projetos como a marina prevista para o Canto da Praia, em Itapema.
Entender o que atrai o comprador de alto padrão para a região ajuda a escolher onde e quando investir. Se você quer conhecer as oportunidades do litoral norte com acesso ao mar e a estrutura náutica, entre em contato com nossa equipe.