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Santa Catarina segue como o m² mais caro do país — o que isso significa para quem já tem imóvel na região

Santa Catarina segue como o m² mais caro do país — o que isso significa para quem já tem imóvel na região
Autor: Luiza Aparecida Mendes

Ano após ano, o litoral catarinense reafirma sua posição no topo do mercado imobiliário brasileiro. Segundo o Índice FipeZAP, referência nacional para o preço de imóveis residenciais, Santa Catarina concentra quatro das cinco cidades mais valorizadas do país — um domínio que se mantém consistente desde 2022 e que só se intensifica em 2026.

Neste artigo, mostramos os números mais recentes dessa valorização e explicamos o que ela representa, na prática, para quem já é proprietário de um imóvel na região.

A disputa no topo do ranking nacional

Durante anos, Balneário Camboriú foi disparada a cidade com o metro quadrado mais caro do Brasil. Mas em maio de 2026, pela primeira vez, Itapema assumiu essa liderança — atingindo R$ 15.226 por metro quadrado, contra R$ 15.215 de Balneário Camboriú, uma diferença de apenas R$ 11.

O levantamento mais recente do Índice FipeZAP, com dados de julho de 2026, mostra a disputa ainda acirrada: Balneário Camboriú aparece com média de R$ 15.295, acumulando valorização de 2,86% nos últimos 12 meses. Vitória (ES) surge logo atrás, com R$ 15.448, seguida por Itajaí (SC) e Florianópolis (SC), reforçando o domínio catarinense entre as cidades mais caras do país — mesmo fora do eixo das capitais tradicionais como Rio de Janeiro e São Paulo.

Em 2025, o ano fechou com Balneário Camboriú na liderança isolada, a R$ 14.906/m², seguida por Itapema, a R$ 14.843/m² — uma alta acumulada de 6,52% no índice geral, a segunda maior variação anual dos últimos 11 anos, superando com folga o IPCA de 4,46% do mesmo período.

O que está impulsionando essa valorização

O avanço de Itapema no ranking nacional não é acidental. A cidade vive um novo ciclo de expansão urbana, com obras de infraestrutura como o alargamento da faixa de areia na Meia Praia, a construção de uma nova marina pública para 400 embarcações e atrações como o Píer Oporto e a roda-gigante It!Wheel. Nas unidades de frente para o mar, já é possível encontrar imóveis avaliados entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões.

Esse movimento de verticalização e sofisticação, historicamente concentrado em Balneário Camboriú e Itapema, também começou a se espalhar para Porto Belo, onde edificações menores estão sendo demolidas para dar lugar a empreendimentos maiores — reforçando a tese de que a Costa Esmeralda como um todo caminha para um novo patamar de preços.

O que isso significa para quem já tem imóvel na região

Para quem comprou um imóvel em Balneário Camboriú, Itapema ou nas cidades vizinhas nos últimos anos, esses números representam, na prática, valorização patrimonial consistente e acima da inflação. Enquanto o preço médio nacional avança em ritmo mais moderado — em abril de 2026, por exemplo, o índice geral do FipeZAP registrou alta de apenas 0,51% no mês, abaixo da inflação do período —, o litoral catarinense segue superando essa média de forma expressiva.

Isso tem três implicações diretas para o proprietário:

  • Patrimônio protegido da inflação: em um cenário onde outras regiões registram perda de valor real no curto prazo, imóveis no litoral catarinense seguem valorizando acima do custo de vida.
  • Potencial de venda em condições favoráveis: a demanda aquecida, mesmo em cenário de juros altos, mantém a liquidez do mercado — um fator importante para quem eventualmente pensa em vender.
  • Base para novos investimentos: a valorização acumulada pode ser usada como garantia ou capital para diversificar a carteira imobiliária dentro da própria região, aproveitando cidades em estágio de valorização mais recente, como Porto Belo.

Nem todas as cidades da região crescem no mesmo ritmo

Vale destacar que essa valorização não é uniforme. Como mostram os dados de mercado, cidades mais consolidadas como Itapema e Balneário Camboriú já operam próximas do teto de preço, enquanto praças em ascensão, como Porto Belo, ainda oferecem um ponto de entrada mais competitivo, com potencial de valorização proporcionalmente maior nos próximos anos — o que tem atraído investidores que buscam repetir o ciclo de valorização já consolidado nas vizinhas.

Um mercado que segue no radar do investidor de luxo

Especialistas do setor resumem bem esse momento: Santa Catarina concentra quatro das cinco cidades mais valorizadas do país segundo a FipeZAP, e segue no radar dos compradores de alto padrão, tanto para investimento quanto para segunda moradia. Para quem já possui um imóvel na região, isso significa estar posicionado em um dos mercados mais resilientes e valorizados do Brasil — um patrimônio que, historicamente, tem se mostrado mais robusto que boa parte das alternativas de investimento tradicionais no mesmo período.


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