Ligamos para Você
Nossa política de privacidade e cookies Nosso site utiliza cookies para melhorar a sua experiência na navegação.
Você pode alterar suas configurações de cookies através do seu navegador.
SPELL NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS
SPELL NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS
Telefones para Contato

Busca de Imóveis

Selecione os critérios de busca nos campos abaixo e encontre seu imóvel dos sonhos

Litoral catarinense: por que virou "a Flórida do Brasil"

Litoral catarinense: por que virou "a Flórida do Brasil"
Publicado em 01/Set/2026
Autor: Luiza Aparecida Mendes

Não é incomum ouvir, hoje em dia, corretores, investidores e até veículos de imprensa comparando o litoral de Santa Catarina à Flórida americana. À primeira vista, pode soar como um exagero de marketing. Mas quando se olha para os números — fluxo de turistas estrangeiros, infraestrutura de aviação privada, valorização imobiliária e o perfil do comprador que vem chegando à região — a comparação começa a fazer sentido.

Neste artigo, analisamos o que sustenta essa tese, o que ainda falta para a região "virar" de fato uma Flórida brasileira, e o que isso significa para quem já investe ou pensa em investir no litoral catarinense.

O paralelo: o que Flórida e litoral catarinense têm em comum

A Flórida se consolidou, ao longo de décadas, como o principal destino americano de segunda residência, aposentadoria e investimento imobiliário internacional — sustentada por um combo de clima ameno, infraestrutura de aviação privada, segurança e um mercado imobiliário sofisticado, capaz de atender tanto o morador local quanto o comprador internacional.

O litoral catarinense começa a reunir peças parecidas: um clima mais estável que boa parte do país, crescimento acelerado de infraestrutura aeroportuária, um mercado imobiliário de alto padrão em expansão constante e, mais recentemente, um volume crescente de compradores vindos de fora do Brasil.

Turismo internacional puxando compra de imóveis

O sinal mais direto dessa aproximação vem do comportamento do turista estrangeiro. Somente nos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil recebeu 4,8 milhões de visitantes internacionais — o segundo melhor resultado da série histórica para o período —, e Santa Catarina participou desse fluxo com 518,6 mil chegadas internacionais no mesmo intervalo.

Mais relevante ainda: no litoral catarinense, o turista vem se convertendo em comprador. Levantamento do Creci-SC mostra que, entre as compras de imóveis analisadas em Florianópolis, 83% partiram de argentinos, sobretudo em unidades na planta. Em Balneário Camboriú, 16% dos apartamentos vendidos em um mesmo edifício foram adquiridos por estrangeiros — um padrão de internacionalização que lembra diretamente o que acontece em Miami e Orlando.

Infraestrutura de aviação: o elo que faltava

Um dos pilares que sustentam o mercado imobiliário de luxo da Flórida é a facilidade de acesso por aviação privada — algo que o litoral catarinense está construindo em tempo recorde. Além do Aeródromo Costa Esmeralda, em Porto Belo, já em operação, a região se prepara para receber o AeroPark Camboriú, projeto de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão que vai reunir aeroporto executivo, mais de 200 hangares, condomínios aeronáuticos e uma Zona de Processamento de Exportação em uma área de 2,2 milhões de m².

O projeto, que teve seu memorando de intenções entregue à prefeitura de Camboriú em junho de 2026, é pensado especificamente para atender à crescente demanda da aviação privada na região — hoje concentrada no Aeroporto de Navegantes e no Aeródromo Costa Esmeralda. Na prática, isso aproxima o litoral catarinense do modelo de cidades litorâneas americanas onde o acesso por jato executivo é parte natural da rotina de quem mora ali.

Um mercado imobiliário que já compete com metrópoles

Outro ponto que reforça a comparação é o tamanho do mercado imobiliário local frente à sua extensão territorial. As cidades de Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí e Porto Belo somaram R$ 13,47 bilhões em Valor Geral de Vendas em 2025 — um volume comparável ao de grandes regiões metropolitanas, mas concentrado em apenas 490 km² de território, uma área 5,5 vezes menor que São Paulo e Rio de Janeiro juntas.

Ainda assim, o litoral norte catarinense comercializou mais de 9 mil imóveis em 2025, superando praças como Curitiba e ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília em volume de negócios — uma concentração de liquidez rara no mercado nacional, típica de regiões litorâneas internacionais consolidadas como destino de investimento.

Balneário Camboriú já é chamada de "Dubai brasileira" — e agora?

Antes da comparação com a Flórida ganhar força, Balneário Camboriú já era conhecida informalmente como a "Dubai brasileira", em razão de seus arranha-céus e do lifestyle urbano intenso. A cidade detém o título de metro quadrado mais caro do Brasil desde 2021 e, entre 2019 e 2024, apresentou retorno sobre investimento médio de 19,1% ao ano — mais que o triplo do retorno médio da bolsa de valores brasileira no mesmo período.

A comparação com a Flórida amplia esse conceito: enquanto "Dubai" remete à verticalização e à vida noturna, "Flórida" remete a algo mais amplo — um estilo de vida completo, de segunda residência, aposentadoria e investimento internacional, espalhado por múltiplas cidades da região, não concentrado em um único skyline.

O que ainda falta para a comparação se completar

Vale ponderar: a Flórida tem décadas de maturidade como destino internacional, legislação específica para atrair capital estrangeiro, e uma escala populacional e econômica muito maior que a de todo o litoral catarinense. O que existe hoje em Santa Catarina é o início desse movimento — ainda concentrado, em grande parte, em compradores da América Latina, especialmente argentinos, e não ainda em um público verdadeiramente global.

Mas a trajetória é clara: infraestrutura aeroportuária em expansão, fluxo internacional crescente, mercado imobiliário sofisticado e cidades que já competem em volume financeiro com capitais brasileiras. Se esse ritmo se mantiver, a comparação com a Flórida deixa de ser força de expressão para se tornar, de fato, uma tese de investimento.

O que isso significa para quem investe na Costa Esmeralda

Para quem já possui ou pensa em adquirir um imóvel na região, esse movimento de internacionalização tende a ampliar ainda mais a demanda — e, por consequência, a valorização — nos próximos anos. Cidades como Porto Belo, que ainda oferecem ponto de entrada mais competitivo que Balneário Camboriú e Itapema, estão bem posicionadas para capturar essa nova onda de comprador internacional à medida que a infraestrutura da região (aeroportos, marinas, serviços de padrão global) se consolida.


Quer entender como esse movimento de internacionalização pode impactar o valor do seu imóvel na Costa Esmeralda? Fale com a equipe da Spell Negócios Imobiliários.