Enquanto o mercado imobiliário do litoral catarinense segue quebrando recordes de vendas, um projeto de infraestrutura em andamento promete elevar ainda mais o patamar da região nos próximos anos: o AeroPark Camboriú, um complexo aeroportuário privado orçado entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, que vai reunir aviação executiva, condomínios aeronáuticos e um parque tecnológico às margens da BR-101.
Neste artigo, explicamos o que é o AeroPark, em que estágio o projeto se encontra e por que sua implantação tende a impactar diretamente a valorização imobiliária de toda a Costa Esmeralda.
O que é o AeroPark Camboriú
O projeto foi apresentado oficialmente em março de 2026, durante um evento que reuniu investidores, empresários e lideranças políticas da região. Idealizado pelo grupo VexCapital, o AeroPark prevê a implantação de um aeroporto privado na região do Braço, em Camboriú, cidade vizinha de Balneário Camboriú, em uma área que ultrapassa 2,2 milhões de metros quadrados.
O complexo vai muito além de uma pista de pouso e decolagem. Segundo a documentação apresentada à prefeitura, o empreendimento contempla:
- Um aeroporto executivo moderno, voltado à crescente demanda da aviação privada no litoral catarinense
- Mais de 225 hangares para empresas do setor e operadores logísticos
- Terminal aeroportuário e áreas corporativas
- Condomínios de padrão elevado, com vocação aeronáutica
- Parque tecnológico e espaços voltados à inovação
- Uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), instrumento que oferece incentivos para empresas voltadas ao mercado internacional
Um projeto pensado para atender uma demanda que já existe
Atualmente, a aviação executiva do litoral catarinense se concentra no Aeroporto de Navegantes e no Aeródromo Costa Esmeralda, em Porto Belo — estruturas que já operam próximas de sua capacidade diante do crescimento da região. O AeroPark surge exatamente para atender esse gargalo, oferecendo uma infraestrutura dedicada à aviação privada e corporativa, algo cada vez mais demandado por um público de alto padrão que já circula pela região.
Em que fase está o projeto
Em junho de 2026, representantes do grupo de investidores do AeroPark entregaram ao prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, um Memorando de Intenções formalizando o interesse na implantação do complexo. O documento marca o início da etapa burocrática do projeto — abertura de procedimentos administrativos, estudos técnicos e adequações normativas necessárias para viabilizar o empreendimento.
Um ponto relevante: o investimento é integralmente privado, sem uso de recursos públicos, o que tende a acelerar o cronograma em comparação a grandes obras de infraestrutura dependentes de orçamento governamental. Segundo a prefeitura de Camboriú, o projeto chega em um momento estratégico de reposicionamento da cidade, que historicamente atua de forma integrada à vizinha Balneário Camboriú.
Por que isso importa para o mercado imobiliário da região
Empreendimentos de infraestrutura de grande porte costumam gerar um efeito bem documentado no mercado imobiliário: a valorização não fica restrita ao entorno imediato da obra, mas se espalha por toda a região conectada a ela. No caso do AeroPark, esse efeito tende a se somar a um movimento que já está em curso — a chegada de estruturas de padrão internacional (aeroportos privados, marinas, resorts) sendo um dos fatores que sustentam a comparação do litoral catarinense com destinos como a Flórida americana.
Para cidades da Costa Esmeralda, como Porto Belo, que já contam com o Aeródromo Costa Esmeralda em operação, a chegada de um complexo aeroportuário ainda maior nas proximidades reforça a tese de que a região caminha para se consolidar como um dos principais polos de aviação privada do país — com reflexos diretos na atração de investidores, empresas e moradores de alto padrão.
Empregos e desenvolvimento econômico regional
Além do impacto imobiliário, o AeroPark deve gerar empregos em diversos setores durante sua construção — construção civil, tecnologia, logística, comércio e prestação de serviços. A expectativa dos idealizadores é de que o projeto amplie a conectividade regional, fortaleça a economia local e diversifique a matriz produtiva do litoral norte catarinense, indo além do turismo e da construção civil, que hoje concentram boa parte da atividade econômica da região.
O que observar daqui para frente
O AeroPark ainda está em fase de formalização e estudos técnicos, sem cronograma definido de construção. Mas o simples anúncio de um investimento dessa magnitude já reposiciona a percepção do mercado sobre o litoral norte catarinense — de destino turístico e de segunda residência para um polo de infraestrutura, negócios e aviação de padrão internacional.
Para quem acompanha o mercado imobiliário da região, vale manter o projeto no radar: historicamente, anúncios de infraestrutura desse porte antecipam ciclos de valorização nas áreas próximas, antes mesmo da obra ser concluída.
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