Nova Lei do Microzoneamento amplia o potencial construtivo fora da orla e do Centro, com prédios de até 150 metros e possível aumento na oferta de imóveis pela cidade
Balneário Camboriú, dona do terceiro metro quadrado mais caro do país segundo o FipeZap, e conhecida pela concentração de arranha-céus de luxo na orla, arrecadou R$ 135 milhões em 2025 com outorgas onerosas, contrapartida financeira que incorporadoras pagam à Prefeitura para financiar obras de infraestrutura urbana e mobilidade. Agora, a cidade quer ampliar essa arrecadação e abrir espaço para novos empreendimentos fora do eixo tradicional, com a aprovação da nova Lei de Uso e Ocupação do Solo, batizada de Lei do Microzoneamento.
O novo regramento mantém o sistema de outorga onerosa, mas redistribui a capacidade construtiva pela cidade, incentiva projetos em terrenos maiores e passa a prever empreendimentos que combinam moradia, comércio, serviços e áreas de convivência em um só espaço. A grande mudança está na altura permitida: torres poderão chegar a 150 metros também nos bairros, levando parte do crescimento vertical para regiões que até agora ficavam fora do circuito dos grandes edifícios.
Um novo mapa de oportunidades dentro da cidade
Essa mudança tende a redesenhar o mercado imobiliário local. Terrenos que hoje são subutilizados passam a ter potencial de desenvolvimento, o que deve atrair incorporadoras e antecipar movimentos de valorização em bairros que ainda não estavam no radar de investidores mais tradicionais, focados apenas na orla e no Centro.
A expansão também deve diversificar o tipo de imóvel disponível na cidade. Um exemplo é a possibilidade de surgirem mais unidades compactas, com dois quartos e cerca de 90 metros quadrados, um perfil hoje pouco comum nas áreas frente-mar e central, mais valorizadas de Balneário Camboriú. Esse formato tende a atender profissionais liberais, empresários e famílias que já vivem na cidade, mas não têm interesse ou necessidade de imóveis acima de R$ 5 milhões. A expectativa é que apartamentos com esse perfil cheguem aos novos corredores na faixa de R$ 1,6 milhão a R$ 1,8 milhão, variando conforme localização, padrão do empreendimento e custo do terreno.
Onde o crescimento deve começar primeiro
Os primeiros corredores a receber grandes projetos tendem a ser aqueles que já reúnem boa infraestrutura, acesso facilitado, comércio consolidado e terrenos com dimensões adequadas para empreendimentos de maior porte. Em outras regiões da cidade, a transformação deve ser mais gradual, levando alguns anos até se consolidar.
A Lei do Microzoneamento, que na prática regulamenta as diretrizes já previstas no Plano Diretor, abre uma janela de oportunidade relevante, mas não dispensa uma análise caso a caso. Os endereços com maior potencial de valorização serão aqueles que combinarem viabilidade construtiva, infraestrutura já instalada e boa integração com o restante da cidade. Balneário Camboriú entra em um novo ciclo de crescimento, e o resultado prático vai depender da qualidade dos projetos que forem aprovados a partir de agora.
Mudanças como essa costumam ser o ponto de partida de novos ciclos de valorização, e quem entende o momento certo de entrada tende a sair na frente. Se você quer entender como a nova Lei do Microzoneamento pode abrir oportunidades de investimento em Balneário Camboriú, entre em contato com nossa equipe. Vamos te ajudar a identificar os bairros com maior potencial antes que o mercado se movimente.